deserto1Hoje eu sonhei com você. Eu não devia, não queria, mas sonhei. Mais uma vez, num momento de intensa felicidade, você surge em meus sonhos.

Eu queria que você estivesse aqui. E tivesse visto todas as maravilhas que vi.  Queria poder te contar que conheci um lugar especial e que vi e fiz coisas que até outro dia só faziam parte dos meus sonhos.  Te dizer que, mais uma vez, pude sentir-me tão feliz que quis chorar. Porque encontrei mais um lugar no mundo que me traz paz.

Será que você já encontrou um lugar assim? Onde todos os problemas desaparecem em questão de segundos, e nada é mais importante do que aproveitar cada momento? Eu desejo que sim.

Sinceramente, eu não sei se ainda te amo. Na maior parte do tempo eu penso que não. Que todo esforço que fiz para arrancar aquele amor impossível do meu peito deu certo é que agora não passa de uma vaga lembrança de algo que não chegou a ser.  Mas daí, do nada, sinto saudade de gostar de você. De ter esperança de que um dia eu poderia juntar a minha felicidade com a sua. Sinto saudade de algo que nunca tive.  E dói. Porque eu sei que isso não vai acontecer, pois nossas vidas estão mais distantes que os milhares de quilômetros que nos separam nesse momento.

Como linhas paralelas, estamos a um infinito de distância. Nossos caminhos, por mais próximos que estejam um do outro, nunca se encontrarão. E não há nada que eu possa fazer. E quanto maior a distância, mais forte a lembrança.

Quando escrevi aquela última carta, a qual você nunca respondeu, prometi a mim mesma que não escreveria mais sobre você. Mas às vezes a vontade é tão grande que as palavras vêm de qualquer jeito. Por mais que eu não queria, tudo o que eu escrevo é sobre você. Você é e sempre será a minha maior fonte de inspiração. Mesmo que nunca se dê conta disso.

Por fim, só por hoje, senti vontade de dizer que te amo. Mesmo sem saber se ainda é verdade.